No discurso do Obama, não teve ala VIP, ridícula mania brasileira. Se fosse aqui provavelmente haveria um curralzinho próximo ao palco, onde os “VIPS” brasileiros (ou da Globo, se preferirem) ficariam, mesmo se nem soubessem o que estava acontecendo ali.
No discurso da vitória, é possível ver lá, no meio de 200 mil pessoas, Oprah Winfrey, por exemplo, mulher mais rica daquele país, absolutamente emocionada. Jesse Jackson, o primeiro negro a se candidatar a presidente dos EUA também estava lá, chorando copiosamente.
A primeira mudança que Obama poderia trazer para o mundo era essa: acabar com o curralzinho VIP no Brasil. Já era alguma coisa.